Liderou pessoalmente o exército otomano na conquista das fortalezas cristãs de Belgrado, Rodes e a maioria da Hungria, antes de suas conquistas serem restringidas no Cerco de Viena em 1529. Anexou a maioria do Oriente Médio no seu conflito com os persas e grandes porções da África do Norte a oeste até a Argélia. Sob seu governo, a frota otomana dominava os mares do Mediterrâneo ao Mar Vermelho e o Golfo Pérsico.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Solimão, O Magnífico
Liderou pessoalmente o exército otomano na conquista das fortalezas cristãs de Belgrado, Rodes e a maioria da Hungria, antes de suas conquistas serem restringidas no Cerco de Viena em 1529. Anexou a maioria do Oriente Médio no seu conflito com os persas e grandes porções da África do Norte a oeste até a Argélia. Sob seu governo, a frota otomana dominava os mares do Mediterrâneo ao Mar Vermelho e o Golfo Pérsico.
Capítulo VI – O Embargo da Senhora
O Sultão Solimão tentava reconciliar-se com o seu filho Mustafá, "o Generoso" pois na Europa os acontecimentos precipitavam-se e era necessária a união. Filipe, filho de Carlos V, casara-se com Maria Tudor que era “ferozmente católica” e o Grão-Vizir que tinha um mau pressentimento em relação a este casal, depositava muitas expectativas na reconciliação dos Osmanlis. Mas todo este processo teve um desfecho inesperado, pois o Sultão mandou matar o seu filho. Com esta morte Roustem Paxá foi desacreditado e perdeu as suas funções e a chancela de Grão-Vizir, que só iria recuperar dois anos depois.
Josef tornou-se então confidente e companheiro de exílio de Roustem Paxá. Achava que eram, de certa forma parecidos, pois não eram guerreiros mas sim “filhos da desventura e da manha”. Roustem Paxá avisava Josef para os perigos do Império: “O Império tolera mas assassina; é liberal mas cego". Evocava também os filhos do Magnífico e aconselhou Josef a encontrar-se com Selim, o Príncipe da Magnésia, um dos filhos do Sultão que ele achava que seria o seu sucessor. Josef assim o fez e criou com o Príncipe um relacionamento muito afectuoso, tornaram-se amigos.
Com a morte do Papa Júlio III sucedeu-lhe o terrível inquisidor Caraffa que adoptou o nome de Paulo IV. Até aqui, os Papas tinha refreado os progressos da Inquisição, que achavam muito poderosa mas o novo Papa trouxe o triunfo dos inquisidores sobre o papado. A primeira coisa que Paulo IV fez foi promulgar uma bula que infligia a todos os marranos dos seus Estados, um tratamento indigno.
Esta discórdia levou ao abrandamento do embargo e quando a situação estava cada vez mais difícil entre as comunidades judaicas, Beatriz teve que tomar a decisão se renovava ou não o embargo. Perante uma escolha difícil foi necessário consultar todos os rabinos da Capital do Império. Os mais importantes assinaram a favor mas, quando chegou a hora, do grande amigo de Beatriz, o rabi Soncino, assinar este recusou-se alegando questões politicas. Mesmo depois das súplicas de Beatriz, o rabi continuou com a sua decisão e o embargo foi levantado.
A Senhora foi desonrada e traída pelos seus irmãos. Várias mortes e prisões foram o resultado do final do embargo. Entretanto Roustem Paxá pediu a Josef que ajudasse a evitar que matassem o Príncipe Selim mas Josef não podia deixar Beatriz depois da terrível derrota, e teve que recusar. Foi mandado em seu lugar um escudeiro da corte chamado Lala Mustafá que através de manhas, mentiras e emboscadas, com o conhecimento do Grão-Vizir, agravou o conflito entre os filhos do Sultão, Selim e Bajazet, e fez com que o segundo fosse morto. Selim eram assim, o único herdeiro do Império.
domingo, 23 de maio de 2010
Maria de Habsburgo
Maria nasceu em Bruxelas, filha de Filipe "O Belo" e de Joana "A Louca", Rainha de Castela. Seus avós paternos eram Maximiliano I da Germânia e Maria, a Rica, da Borgonha. Seus avós maternos eram os Reis Católicos Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela. Era irmã mais nova Leonor de Habsburgo, Carlos V da Germânia, Isabel de Habsburgo, Fernando I da Germânia e de Catarina de Habsburgo.
Antes de completar um ano de idade, Maria foi prometida como esposa ao primeiro filho varão de Vladislau II de Boêmia e Hungria e da sua quarta consorte Ana de Foix. Em 1506 nasceu Luís II de Boêmia e Hungria e o casamento ocorreu em Buda, a 13 de Janeiro de 1522. Maria foi Rainha da Boêmia e Hungria durante quatro anos e sete meses.
Fonte: Wikipédia
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Amato Lusitano
Assim em 1534 viajou para Antuérpia onde publicou o seu primeiro livro, em 1536. Aí também adoptou este nome com o qual passou a assinar as suas obras. Viajou por toda a Europa até se estabelecer na cidade de Ferrara em 1541 em Itália, onde foi Professor Universitário de Anatomia. Era poliglota, falando Latim, Grego, Hebraico, Árabe, Português, Castelhano, Francês, Italiano, Alemão e Inglês.
Com a intensificação da perseguição anti-semita, com a nomeação do Papa Paulo IV, este teve que abandonar a Itália e procurar refúgio no Império Otomano.
Amato Lusitano faleceu devido à Peste, com 57 anos de idade.
Fonte - wikipédia
terça-feira, 18 de maio de 2010
Capítulo V - A saída do Egipto
A família Mendes prepara-se para partir para Leste, com rumo a Jerusalém. Depois de passar ao lado de Mântua, atravessar o mar, montanhas, cumes e campos, a família Mendes ponderou dirige-se para a Bósnia, chegando a Salónica. Os primeiros dias em Mântua foram acessíveis mas depois de ultrapassarem uma tempestade (“violentas trovoadas abateram-se sobre a região; mas aquilo ainda não era nada; em breve as prolongadas chuvas de Inverno transitam-nos até aos ossos”), alguns obstáculos começam a surgir.
No mês de Fevereiro de 1553 Beatriz adoece e o seu estado de saúde piora cada vez mais. Depois deste grande susto passar, Reyna por sua vez, volta a cantar e encanta Josef. Mas, "poderá alguém amar uma voz sem amar o corpo?" Questiona o Duque de Naxos.
Em Ragusa, terra rodeada de montanhas e de um sol quente, a passagem da Senhora, é celebrada dignamente. Também em Salónica a Senhora é muito bem recebida e ainda aclamada de Dama. A Senhora distribui tesouros e fundos para a construção de uma sinagoga, que tem hoje o seu nome, Há-Geveret.
Neste ano de 1553 o Império do Ocidente perde poder, sendo Kazan tomada pelos Cristãos, o que contribui para pouca segurança dos judeus. Durante a estadia de Beatriz em Ragusa, Josef e a prima ficam bastante próximos contudo, o casamento previsto entre Reyna e Josef acaba por acontecer.
Capítulo IV - A Bíblia de Ferrara
Este quarto capítulo, passa-se entre os anos de 1550 e 1553. Começa com a chegada de Josef, a Ferrara, que logo procura pelo palácio de Pedra amarela, onde se refugiava Dona Gracia Nasi. Ao lá chegar ouviu uma voz de mulher a cantar ” Al resplendor de la Luna” a romanza que José cantava para Maria da Hungria, era a voz de Reyna, que ao vê-lo o abraçou. Logo de seguida Dona Grazia apareceu, de cabelos brancos e traços puros.
Localização de Ferrara
A comunidade judaica em Ferrara tinha brilho e poder, oferecendo a Beatriz o quadro perfeito de uma educação judaica. O sábio Abrãao Abulafia era certamente desconhecido e pregava a liberdade da alma, conhecendo o Oriente, sendo com os sufis (místicos do islão), que aprendeu como reunir a alma ao seu Deus.
Josef apercebeu-se que Beatriz já não era bem a mesma, apesar de saíem, irem a festas e reunirem-se nos jardins. Beatriz, sob a influência de Dona Benvenida começou a jejuar. Nas horas das refeições retirava-se para o quarto, Josef intrigado, um dia subiu ao quarto e viu Beatriz de mãos nos joelhos, sentada, o se olhar estava absolutamente vazio. Colocando a mão sobre o seu peito, reparou que a sua respiração parara e tomando o seu pulso, não sentiu nada. Após acordar explicou a Josef , que era a Devenkhouth que Benvenida lhe ensinara. Josef também quis aprender esta técnica.
Um dia desentenderam-se, pois Beatriz tirava o sabor de tudo o que comia, já não usava especiarias, sentiu-se mal e caiu nos braços de Josef e este pensou que estava morta. Era necessário ocupá-la com serões poéticos, obras de caridade das senhoras.
Beatriz amava o impossível, investiu o dinheiro necessário, para traduzir a Bíblia, para o judaico – espanhol, assim todos os seus irmãos, mesmo os mais desfavorecidos, poderiam ter acesso aos textos sagrados.
Bíblia de Ferrara
Bíblia Hebraica
Foi com a chegada da primavera, que as pessoas começaram a adoecer, chegando assim a peste. Os Cristãos já não comiam aves de capoeira, nem leitão, nem animais ribeirinhos e consideravam o azeite cozido mortal. No momento de agonia, colocava-se-lhes nos lábios um pedaço de pão para atrair o veneno com o último suspiro.
Triunfo da Morte, por Peter Bruegel
Com tudo isto decidiram sair de Ferrara e após três meses, assegurados de que a Epidemia havia terminado, retornaram a Ferrara que renascia para uma vida normal. Aí começaram a preparar a partida para Istambul e, pouco tempo depois, partiram para a terra prometida.
Imperador Carlos de Habsburgo
Carlos de Habsburgo nasceu em Gante, a 24 de Fevereiro de 1500. Filho de Filipe “o Belo” e de Joana “a Louca”, e neto, pelo lado paterno, do imperador Maximiliano I e de Maria de Borgonha, e pelo lado materno, de Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela, os Reis Católicos. Era irmão de Maria da Hungria, a regente de Gant.
Foi Rei de Espanha (Carlos I) e Imperador do Sacro Império Romano (Carlos V). Arquiduque de Áustria, Duque de Milão e Duque de Suábia, Conde de Flandres, Rei de Nápoles e Sicília, como Carlos IV, entre 1516 e 1555, Príncipe dos Países Baixos de 1516 até abdicar do trono em Outubro de 1555.
Como imperador, considerava-se chefe da cristandade, por isso achava que os outros soberanos europeus deviam-lhe obediência. Determinado a instaurar uma monarquia universal católica, os seus maiores obstáculos foram os simpatizantes da Reforma, os islamitas e os franceses. Contra o islamismo promoveu, em Valença, a conversão forçada dos mouros (1525).
Durante seu reinado também realizaram-se grandes expedições para explorar novos continentes, entre elas a primeira volta ao mundo, iniciada por Fernão de Magalhães e terminada por Sebastián Elcano (1519-1522).
Desmotivado para continuar a reinar abdicou de parte do império em favor de seu filho Filipe II (1555), que se tornou soberano dos territórios borgonheses e rei da Espanha, Aragão, Castela, Sicília e Novas Índias, e depois (1556), renunciou à coroa imperial em favor de seu irmão Fernando, retirando-se completamente do poder e refugiando-se no mosteiro de San Jerónimo de Yuste, na Extremadura, onde ficou até sua morte, a 21 de Setembro de 1558.













