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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Solimão, O Magnífico

Solimão I (1494 - 1566), foi um grande sultão imperial, Comandante dos Fiéis e Sucessor do Profeta do Senhor do Universo. Também conhecido como Suleimão I, Salomão I, Sulimão I ou Solimão Paxá, foi o décimo sultão do Império Otomano e o de mais longo reinado que iniciou em 1520 até sua morte em 1566.

Solimão, O Magnífico

É conhecido no Ocidente como Solimão, o Magnífico e no Oriente como O Legislador, devido à sua reconstrução completa do sistema jurídico otomano. Solimão tornou-se um monarca proeminente da Europa do século XVI, que preside o ápice do poder do império Otomano, militar, político e económico.

Liderou pessoalmente o exército otomano na conquista das fortalezas cristãs de Belgrado, Rodes e a maioria da Hungria, antes de suas conquistas serem restringidas no Cerco de Viena em 1529. Anexou a maioria do Oriente Médio no seu conflito com os persas e grandes porções da África do Norte a oeste até a Argélia. Sob seu governo, a frota otomana dominava os mares do Mediterrâneo ao Mar Vermelho e o Golfo Pérsico.


Rodes, ilustração desconhecida

Capítulo VI – O Embargo da Senhora

Neste capítulo, que decorre entre 1554 e 1558, finalmente Beatriz viaja com destino à Palestina para poder cumprir a promessa feita a Francisco, seu esposo. Josef não a acompanha e usa como desculpa o facto de ter sido solicitado pelo Grão-Vizir Roustem Paxá, que o iria instruir sobre os assuntos do Império.

O Sultão Solimão tentava reconciliar-se com o seu filho Mustafá,
"o Generoso" pois na Europa os acontecimentos precipitavam-se e era necessária a união. Filipe, filho de Carlos V, casara-se com Maria Tudor que era “ferozmente católica” e o Grão-Vizir que tinha um mau pressentimento em relação a este casal, depositava muitas expectativas na reconciliação dos Osmanlis. Mas todo este processo teve um desfecho inesperado, pois o Sultão mandou matar o seu filho. Com esta morte Roustem Paxá foi desacreditado e perdeu as suas funções e a chancela de Grão-Vizir, que só iria recuperar dois anos depois.

Josef tornou-se então confidente e companheiro de exílio de Roustem Paxá. Achava que eram, de certa forma parecidos, pois não eram guerreiros mas sim
“filhos da desventura e da manha”. Roustem Paxá avisava Josef para os perigos do Império: “O Império tolera mas assassina; é liberal mas cego". Evocava também os filhos do Magnífico e aconselhou Josef a encontrar-se com Selim, o Príncipe da Magnésia, um dos filhos do Sultão que ele achava que seria o seu sucessor. Josef assim o fez e criou com o Príncipe um relacionamento muito afectuoso, tornaram-se amigos.

Localização da Magnésia, Grécia

Selim adorava a sua mãe, a Sultana Roxelane, mas condenava o Sultão, pelo que a sua mãe tinha passado. A Ruiva, era assim que a chamavam por causa dos seus cabelos cor de fogo, tinha sido raptada da Rússia e foi vendida num mercado de escravos. Como era formosa foi logo vendida para o harém do Sultão que a tornou sua cadina. Teve que rastejar para o Sultão e vivia presa sem poder sair para onde quisesse. Os filhos dos Sultões eram desde à muito tempo de escravas estrangeiras, pois estes tinham renunciados a alianças reais e faziam filhos às moças raptadas pelos janízaros.

Com a morte do Papa Júlio III sucedeu-lhe o terrível inquisidor Caraffa que adoptou o nome de Paulo IV. Até aqui, os Papas tinha refreado os progressos da Inquisição, que achavam muito poderosa mas o novo Papa trouxe o triunfo dos inquisidores sobre o papado. A primeira coisa que Paulo IV fez foi promulgar uma bula que infligia a todos os marranos dos seus Estados, um tratamento indigno.

Inquisiçao, Goya de Francisco

O Sultão aceita ouvir a Senhora pessoalmente e apesar de achar o encontro um pouco estranho, o Padixá aceita atender ao pedido dos Nasi e tentar proteger os judeus dos Estados do Papa. Como nem as cartas enviadas pelo Sultão resultavam na libertação dos judeus, estes lançaram um desesperado apelo à Senhora. Pediam que mostrasse ao Mundo que “todos os filhos de Israel eram garantes uns dos outros” e sugeriram um embargo aos Estados do Papa, já que a frota dos Nasi era a que fazia o essencial das riquezas deles. Assim fizeram e com o apoio do Padixá. Este embargo trouxe discórdias entre os judeus e os marranos, onde os primeiros achavam que não deviam ser sacrificados: “por um punhado de marranos – e muito menos o comercio”.

Esta discórdia levou ao abrandamento do embargo e quando a situação estava cada vez mais difícil entre as comunidades judaicas, Beatriz teve que tomar a decisão se renovava ou não o embargo. Perante uma escolha difícil foi necessário consultar todos os rabinos da Capital do Império. Os mais importantes assinaram a favor mas, quando chegou a hora, do grande amigo de Beatriz, o rabi Soncino, assinar este recusou-se alegando questões politicas. Mesmo depois das súplicas de Beatriz, o rabi continuou com a sua decisão e o embargo foi levantado.

A Senhora foi desonrada e traída pelos seus irmãos. Várias mortes e prisões foram o resultado do final do embargo. Entretanto Roustem Paxá pediu a Josef que ajudasse a evitar que matassem o Príncipe Selim mas Josef não podia deixar Beatriz depois da terrível derrota, e teve que recusar. Foi mandado em seu lugar um escudeiro da corte chamado Lala Mustafá que através de manhas, mentiras e emboscadas, com o conhecimento do Grão-Vizir, agravou o conflito entre os filhos do Sultão, Selim e Bajazet, e fez com que o segundo fosse morto. Selim eram assim, o único herdeiro do Império.

domingo, 23 de maio de 2010

Maria de Habsburgo

Maria de Habsburgo (18 de Setembro de 1505 - 18 de Outubro de 1558), também conhecida como Maria da Hungria, da Áustria, de Castela ou da Borgonha, foi rainha consorte de Luís II da Boémia e Hungria e depois governadora dos Países Baixos para seu irmão Carlos V da Germânia.

Maria nasceu em Bruxelas, filha de Filipe "O Belo" e de Joana "A Louca", Rainha de Castela. Seus avós paternos eram Maximiliano I da Germânia e Maria, a Rica, da Borgonha. Seus avós maternos eram os Reis Católicos Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela. Era irmã mais nova Leonor de Habsburgo, Carlos V da Germânia, Isabel de Habsburgo, Fernando I da Germânia e de Catarina de Habsburgo.

Antes de completar um ano de idade, Maria foi prometida como esposa ao primeiro filho varão de Vladislau II de Boêmia e Hungria e da sua quarta consorte Ana de Foix. Em 1506 nasceu Luís II de Boêmia e Hungria e o casamento ocorreu em Buda, a 13 de Janeiro de 1522. Maria foi Rainha da Boêmia e Hungria durante quatro anos e sete meses.

Maria de Habsburgo

A 29 de Agosto de 1526, Luís foi morto na Batalha de Mohács enquanto liderava suas forças contra Solimão, o Magnífico, do Império Otomano. Eles não tinham filhos e as coroas unidas da Boêmia e da Hungria passaram para o irmão de Maria, Fernando I, que era casado com a irmã de Luís, Ana de Boêmia e Hungria. Apesar de seu casamento ter sido arranjado, Luís e Maria foram felizes juntos. Depois da morte do esposo, Maria rejeitou todas as propostas de casamento e usou o medalhão em forma de coração que seu esposo usou na batalha de Mohács.

Fonte: Wikipédia

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Amato Lusitano

João Rodrigues de Castelo, ou seja, Amato Lusitano nasceu em Castelo Branco, filho de pais judeus. Foi para Espanha estudar na Universidade de Salamanca e, ao tentar voltar para Portugal em 1529, foi impedido pela inquisição por ser judeu.

Assim em 1534 viajou para Antuérpia onde publicou o seu primeiro livro, em 1536. Aí também adoptou este nome com o qual passou a assinar as suas obras. Viajou por toda a Europa até se estabelecer na cidade de Ferrara em 1541 em Itália, onde foi Professor Universitário de Anatomia. Era poliglota, falando Latim, Grego, Hebraico, Árabe, Português, Castelhano, Francês, Italiano, Alemão e Inglês.

Amato Lusitano

Em Itália vivia-se uma grande instabilidade política e religiosa, levando-o a ir para Roma onde foi médico do Papa Júlio III.

Com a intensificação da perseguição anti-semita, com a nomeação do Papa Paulo IV, este teve que abandonar a Itália e procurar refúgio no Império Otomano.

Amato Lusitano faleceu devido à Peste, com 57 anos de idade.

Fonte - wikipédia

terça-feira, 18 de maio de 2010

Capítulo V - A saída do Egipto

O capitulo V narra episódios que ocorreram entre 1553 e 1554. O Duque de Naxos relata a Caraffa, a vida infortunada do povo judeu: “Sabe-se lá nós os judeus, podemos perder tudo num só dia. Fui duque, quase rei, e vês, tudo passou, tiraram-me tudo, não tenho nada a não ser um título oco, um palácio e ouro”.

A família Mendes prepara-se para partir para Leste, com rumo a Jerusalém. Depois de passar ao lado de Mântua, atravessar o mar, montanhas, cumes e campos, a família Mendes ponderou dirige-se para a Bósnia, chegando a Salónica. Os primeiros dias em Mântua foram acessíveis mas depois de ultrapassarem uma tempestade (“violentas trovoadas abateram-se sobre a região; mas aquilo ainda não era nada; em breve as prolongadas chuvas de Inverno transitam-nos até aos ossos”), alguns obstáculos começam a surgir.

Mântua, Ítalia

No mês de Fevereiro de 1553 Beatriz adoece e o seu estado de saúde piora cada vez mais. Depois deste grande susto passar, Reyna por sua vez, volta a cantar e encanta Josef. Mas, "poderá alguém amar uma voz sem amar o corpo?" Questiona o Duque de Naxos.

Em Ragusa, terra rodeada de montanhas e de um sol quente, a passagem da Senhora, é celebrada dignamente. Também em Salónica a Senhora é muito bem recebida e ainda aclamada de Dama. A Senhora distribui tesouros e fundos para a construção de uma sinagoga, que tem hoje o seu nome, Há-Geveret.

Ragusa, Itália

Salónica, Grécia

Neste ano de 1553 o Império do Ocidente perde poder, sendo Kazan tomada pelos Cristãos, o que contribui para pouca segurança dos judeus. Durante a estadia de Beatriz em Ragusa, Josef e a prima ficam bastante próximos contudo, o casamento previsto entre Reyna e Josef acaba por acontecer.

Capítulo IV - A Bíblia de Ferrara

Este quarto capítulo, passa-se entre os anos de 1550 e 1553. Começa com a chegada de Josef, a Ferrara, que logo procura pelo palácio de Pedra amarela, onde se refugiava Dona Gracia Nasi. Ao lá chegar ouviu uma voz de mulher a cantar ” Al resplendor de la Luna” a romanza que José cantava para Maria da Hungria, era a voz de Reyna, que ao vê-lo o abraçou. Logo de seguida Dona Grazia apareceu, de cabelos brancos e traços puros.

Localização de Ferrara

A comunidade judaica em Ferrara tinha brilho e poder, oferecendo a Beatriz o quadro perfeito de uma educação judaica. O sábio Abrãao Abulafia era certamente desconhecido e pregava a liberdade da alma, conhecendo o Oriente, sendo com os sufis (místicos do islão), que aprendeu como reunir a alma ao seu Deus.

Josef apercebeu-se que Beatriz já não era bem a mesma, apesar de saíem, irem a festas e reunirem-se nos jardins. Beatriz, sob a influência de Dona Benvenida começou a jejuar. Nas horas das refeições retirava-se para o quarto, Josef intrigado, um dia subiu ao quarto e viu Beatriz de mãos nos joelhos, sentada, o se olhar estava absolutamente vazio. Colocando a mão sobre o seu peito, reparou que a sua respiração parara e tomando o seu pulso, não sentiu nada. Após acordar explicou a Josef , que era a Devenkhouth que Benvenida lhe ensinara. Josef também quis aprender esta técnica.

Um dia desentenderam-se, pois Beatriz tirava o sabor de tudo o que comia, já não usava especiarias, sentiu-se mal e caiu nos braços de Josef e este pensou que estava morta. Era necessário ocupá-la com serões poéticos, obras de caridade das senhoras.

Beatriz amava o impossível, investiu o dinheiro necessário, para traduzir a Bíblia, para o judaico – espanhol, assim todos os seus irmãos, mesmo os mais desfavorecidos, poderiam ter acesso aos textos sagrados.

Bíblia de Ferrara

Bíblia Hebraica

Foi com a chegada da primavera, que as pessoas começaram a adoecer, chegando assim a peste. Os Cristãos já não comiam aves de capoeira, nem leitão, nem animais ribeirinhos e consideravam o azeite cozido mortal. No momento de agonia, colocava-se-lhes nos lábios um pedaço de pão para atrair o veneno com o último suspiro.

Triunfo da Morte, por Peter Bruegel

Com tudo isto decidiram sair de Ferrara e após três meses, assegurados de que a Epidemia havia terminado, retornaram a Ferrara que renascia para uma vida normal. Aí começaram a preparar a partida para Istambul e, pouco tempo depois, partiram para a terra prometida.

Imperador Carlos de Habsburgo

Carlos de Habsburgo nasceu em Gante, a 24 de Fevereiro de 1500. Filho de Filipe “o Belo” e de Joana “a Louca”, e neto, pelo lado paterno, do imperador Maximiliano I e de Maria de Borgonha, e pelo lado materno, de Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela, os Reis Católicos. Era irmão de Maria da Hungria, a regente de Gant.

Foi Rei de Espanha (Carlos I) e Imperador do Sacro Império Romano (Carlos V). Arquiduque de Áustria, Duque de Milão e Duque de Suábia, Conde de Flandres, Rei de Nápoles e Sicília, como Carlos IV, entre 1516 e 1555, Príncipe dos Países Baixos de 1516 até abdicar do trono em Outubro de 1555.

Como imperador, considerava-se chefe da cristandade, por isso achava que os outros soberanos europeus deviam-lhe obediência. Determinado a instaurar uma monarquia universal católica, os seus maiores obstáculos foram os simpatizantes da Reforma, os islamitas e os franceses. Contra o islamismo promoveu, em Valença, a conversão forçada dos mouros (1525).

CARLOS V EM MULBERGA (Ticiano)

Durante seu reinado também realizaram-se grandes expedições para explorar novos continentes, entre elas a primeira volta ao mundo, iniciada por Fernão de Magalhães e terminada por Sebastián Elcano (1519-1522).

Desmotivado para continuar a reinar abdicou de parte do império em favor de seu filho Filipe II (1555), que se tornou soberano dos territórios borgonheses e rei da Espanha, Aragão, Castela, Sicília e Novas Índias, e depois (1556), renunciou à coroa imperial em favor de seu irmão Fernando, retirando-se completamente do poder e refugiando-se no mosteiro de San Jerónimo de Yuste, na Extremadura, onde ficou até sua morte, a 21 de Setembro de 1558.